Brasil começa a produzir papel feito de palha de cana-de-açúcar

Foi instalada, no interior do estado de São Paulo, a FibraResist, primeira fábrica do mundo capaz de produzir matéria-prima para o papel a partir da palha de cana-de-açúcar. Esse processo inovador permite fabricar um papel biodegradável, de excelente qualidade e com valor de mercado competitivo com os papéis que utilizam pinus e eucalipto.

Nesse novo processo a palha é triturada e limpa, sendo em seguida acrescentado um produto químico capaz de separar a fibra da celulose. Após isso a fibra é reidratada, sendo transformada em uma pasta. É a partir dela que as indústrias produtoras de papel conseguirão fabricar cartolina, papel jornal e papel tissue (utilizado em papel higiênico e guardanapos). Porém, com o rápido avanço da tecnologia, em breve será possível ampliar a gama de opções de papéis que poderão ser fabricados a partir da palha de cana-de-açúcar. O processo de produção da pasta não agride o meio ambiente em nenhum momento, já que não há a emissão de poluentes.

Além disso, para produzir uma tonelada de papel é necessário aproximadamente 3,7 toneladas de bagaço de cana. Atualmente a indústria de celulose chega a utilizar até 14 toneladas de eucalipto para produzir a mesma tonelada.

Mesmo com o avanço da tecnologia digital o papel ainda é muito consumido no Brasil, principalmente no meio corporativo, como explica Anderson Martins da ImpressorAjato.com , loja virtual especializada em artigos para impressão para pequenas e médias empresas.

“As empresas estão sempre buscando encontrar novas soluções para reduzir o consumo de papel, seja reutilizando folhas ou investindo em novas impressoras que contam com diversas funções feitas para reduzir o desperdício. Logo, tecnologias sustentáveis para produção de papéis tendem a conseguir uma rápida aceitação por parte desses consumidores”.

Operando com apenas 25% da capacidade, a fábrica pretende aumentar gradualmente sua produção, trabalhando em parceria com cooperativas da região, gerando novos empregos. Mas, com certeza, o grande beneficiado será o meio ambiente.

Fonte: www.engenhariae.com.br

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