Atual desafio da engenharia é formar além da técnica

A engenharia está mudando e a formação dos profissionais também precisa acompanhar esse movimento. Em um mercado impulsionado pela transformação digital, interdisciplinaridade e necessidade de soluções cada vez mais complexas, dominar conteúdos técnicos continua sendo fundamental, mas já não é suficiente. Criatividade, pensamento crítico e capacidade de trabalhar de forma colaborativa estão cada vez mais entre as habilidades esperadas dos novos engenheiros.

A avaliação é da presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), Adriana Tonini. “As Diretrizes Curriculares Nacionais de Engenharia, definidas pela Resolução CNE/CES nº 2/2019, já estabelecem que o egresso deve ser crítico, criativo, ético e capaz de inovar, além de possuir visão holística e multidisciplinar. No entanto, na prática, os currículos continuam muito centrados em conteúdos técnicos e pouco voltados para o desenvolvimento de competências transversais, como liderança, comunicação, pensamento crítico e capacidade de adaptação”, comenta a professora titular da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

As próprias Diretrizes Curriculares Nacionais apontam, portanto, para uma formação que ultrapassa a transmissão de conhecimentos. E o desafio está em transformar esses princípios em experiências capazes de preparar o estudante para situações que encontrará no exercício profissional. Para Tonini, o perfil demandado atualmente envolve profissionais preparados para “aprender continuamente, interpretar dados complexos, dialogar com equipes multidisciplinares e assumir protagonismo em projetos”. 

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Fonte: CONFEA/SP.

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