Segurança hídrica impulsiona debate sobre resiliência urbana

O tema “Segurança hídrica: resiliência, infraestrutura e gestão para os próximos anos” esteve no centro de um dos painéis do palco “Governança, Saneamento e Meio Ambiente” do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026, realizado pelo Crea-SP. Especialistas debateram os principais desafios para garantir a disponibilidade de água diante das transformações urbanas e climáticas. 

Pesquisadora e consultora na área de manejo sustentável de bacias hidrográficas e Soluções Baseadas na Natureza (SbN), a engenheira ambiental Juliana Alencar abordou os impactos da expansão sobre as redes hídricas. Em sua avaliação, a urbanização tem provocado a perda de funções essenciais para o ciclo aquático, comprometendo armazenamento, infiltração e filtragem. “Ao passarmos a viver em cidades cada vez mais adensadas, isso gerou uma desconexão do homem com o recurso, o que se reflete no aumento das demandas e da degradação”, destacou.  

A engenheira explicou que, historicamente, os municípios responderam a esses desafios com base na chamada Engenharia “dura” ou infraestrutura cinza. O modelo surge como uma resposta à perda dessas funções das bacias hidrográficas, substituindo processos como infiltração e armazenamento por estruturas artificiais. “São redes que priorizam o controle e o afastamento das águas do ambiente urbano, como canalizações, galerias e reservatórios de concreto”, frisou.  

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Fonte: CREA/SP.

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