A nova era dos biocombustíveis
O Brasil tem uma trajetória pioneira no uso de biocombustíveis. Nos anos 1970, com o lançamento do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o país apostou na produção e no uso de etanol anidro de cana-de-açúcar como solução estratégica para reduzir a dependência do petróleo e demais combustíveis fósseis. A iniciativa abriu caminhos para as tecnologias que transformaram o setor sucroenergético brasileiro em referência mundial.
São Paulo, com sua tradição agrícola e alta capacidade industrial, tornou-se o epicentro dessa renovação. O Estado liderou a expansão da produção da gramínea com investimentos em inovação, tecnologia, mecanização e políticas públicas que garantiram competitividade internacional. Mais recente, o etanol anidro produzido a partir do milho ganhou força em 2012 e, 12 anos depois, já representa 19% da produção brasileira.
Com o anúncio do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a obrigatoriedade em elevar a mistura de biocombustíveis, em vigor desde agosto de 2025, a gasolina passou a contar com 30% de etanol (E30) em vez de 27% (E27), e o diesel com 15% de biodiesel (B15), ante 14% (B14). De acordo com o Governo Federal, com a transição do E27 para o E30, são esperados mais de R$ 10 bilhões em investimentos, criação de mais de 50 mil postos de trabalho e redução de preço nos postos de combustíveis, que pode diminuir em até R$ 0,20 o valor final no bolso do consumidor.
Clique aqui para acessar a matéria completa.
Fonte: CREA/SP




